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terça-feira, novembro 09, 2010

Viagem: As Aventuras de Egon no Irã - 16. De volta a Porto Alegre (Final)

"16. Egon em Porto Alegre

De volta à Porto Alegre dos jacarandás floridos... e das ....... vacas?!?!?"

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(*) EGON FILTER é fotógrafo e correspondente exclusivo do Terra Australis. Tem suas imagens disponibilizados no site Images do Share





segunda-feira, novembro 08, 2010

Viagem: As Aventuras de Egon no Irã - 15. Nas águas do Mar Vermelho (em Aqaba)

15. Egon nas águas do Mar Vermelho (em Aqaba)

Pois eu estava flutuando em um imenso aquário em meio a peixinhos amarelos, azuis, verdes, laranja, enfim, multicoloridos como nunca vi antes. O peixe-escorpião, que parece uma folhagem zebrada, é bonito demais e muito venenoso também. Uma verdadeira maravilha natural. A água era de um azul-turquesa extremamente transparente (visibilidade acima de 40 metros) e os corais de impressionantes formas e cores: pareciam folhagens, cérebros, leques, árvores, etc. Este mundo, diferente do qual a espécie homo sapiens habita, é realmente incrivelmente fantástico!

Mas, quando botei a cabeça para fora da água do Mar Vermelho, eu estava em águas da Jordânia, a uns 2km da divisa com a Arábia Saudita. Em frente e do outro lado, logo ali a uns poucos km, a divisa entre o Egito e Israel. E barcos, aviões e helicópteros militares em patrulhas frequentes... Bem, vendo essa agitação, decidi voltar à tranquilidade da natureza sub-aquática...

Foto: Egon Filter
Foto: Egon Filter
Foto: Egon Filter
Foto: Egon Filter
Foto: Egon Filter
Foto: Egon Filter
Foto: Egon Filter
Foto: Egon Filter
Foto: Egon Filter
Foto: Egon Filter
Foi aqui em Aqaba, em 1917, que os árabes retomaram as mãos turcas o Forte de Aqaba e assim iniciou sua vitória sobre uma ocupação de mais de 500 anos (com ajuda de TE Lawrence e os ingleses). E foi aqui também que, em algum ponto do Mar Vermelho em minha frente, que as águas se abriram ao sinal de Moisés e se fecharam sobre os perseguidores egípcios - segundo Exodus, no Velho Testamento...

Sentado sob uma sobra de palha de tamareira e tomando uma cerveja bem gelada, me perdi em meus pensamentos. O deserto de Wadi Rum às minhas costas, os pés dentro da água do Mar Vermelho e, do outro lado, as montanhas do deserto de Wadi Araba. A chamada para oração vinda da mesquita logo aqui ao lado, um misto de canto e lamento, criava uma atmosfera quase mística a esta costa tão cheia de história e beleza. E a leve brisa no rosto em confirmando de como é bom viajar...

Salaam alaykum (que a paz esteja com você, em árabe),

Egon

http://www.egonf.com/ "

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(*) EGON FILTER é fotógrafo e correspondente exclusivo do Terra Australis. Tem suas imagens disponibilizados no site Images do Share

sexta-feira, novembro 05, 2010

Viagem: As Aventuras de Egon no Irã - 14. No Deserto de Wadi Rum

"14. Egon no Deserto de Wadi Rum

Salaam alaykum,

Quando meu amigo beduíno Bahid, com sua roupa branca e lenço xadrez vermelho, se ajoelhou na direção de Mecca eu me lembrei de um antigo provérbio árabe que ele tinha me ensinado: “Quanto mais se vai para dentro do deserto, mais próximo de Deus você se sente”!

Olhando em volta de nós eu me dei conta de o quanto a paisagem era deslumbrante: formações rochosas de mais de 300m de altura emergindo verticalmente da areia amarela ou vermelha, de todos os formatos e desgastados pela ação do vento. Eu estava em um verdadeiro labirinto de vales e cânions com mais de 100km – extremamente magnético para a visão (e ao filme fotográfico também, hehehe...).

Foto: Egon Filter
Foto: Egon Filter
Foto: Egon Filter
Foto: Egon Filter
Entre estas montanhas existe uma especial: os “Sete Pilares da Sabedoria” – homenagem a Lawrence da Arabia. Dizem que foi de dentro deste deserto que ele e suas tropas árabes lançavam ataques de guerrilha às linhas férreas de suprimento do exército de ocupação turco entre 1916 e 1918 (iniciando, assim, a vitória final árabe).

Aqui e ali se viam alguns camelos (tecnicamente dromedários...) – e no calor de 38 C não me parecia possível que estivessem “pastando” pequenos tufos de capim seco. Seus grunhidos, reclamões, ecoavam nos paredões de pedra – e a sensação de isolamento nesta paisagem extra-terrena é imensa. Imagine que agora é outono e que no verão a temperatura aqui passa dos 50º C...

Foto: Egon Filter
Foto: Egon Filter
Foto: Egon Filter
 Dois beijinhos de despedida de Bahir (e só em mim, é de homem para homem – a Lu ficou sem...) e nos instalamos em um acampamento beduíno para a noite. Tirei 1.5 kg de areia de cada bota e logo nos chamaram para o jantar: pegaram as pás e começaram a cavar na areia: havia uma enorme panela enterrada! E, dentro dela, pedaços de cabrito deliciosos (parece que fica mais de 3h cozinhando enterrado). Muito bom!

Foto: Egon Filter
Foto: Egon Filter
Foto: Egon Filter
Foto: Egon Filter

 E, no silêncio da noite estrelada deste deserto da Jordânia, dormimos profundamente enfeitiçados pela magia de Wadi Rum...

Salaam alaykum (que a paz esteja com você, em árabe),

Egon

www.egonf.com

PS.: Uma cena desconcertante aconteceu após o jantar: com o som de um tambor e uma espécie de violão, os nativos cantavam e dançavam. Não tive dúvida: botei minha roupa de beduíno e fui também. E eu chamava a Lu para dançar comigo e ela não vinha e ainda fazia cara feia! ... demorou, mas finalmente ela me reconheceu e dançamos alegremente...

PS2.: E a maior visão foi a que tivemos ao nascer do sol na manhã seguinte: voamos em um balão por cima deste deserto maravilhoso – muito D+!!!"

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(*) EGON FILTER é fotógrafo e correspondente exclusivo do Terra Australis. Tem suas imagens disponibilizados no site Images do Share


 

sábado, outubro 30, 2010

Viagem: As Aventuras de Egon no Irã - 13. Na formidável Petra (Jordânia)

 "13. Egon na formidável Petra (Jordânia)

Você vai caminhando por um longo cânion chamado Siq e que, em alguns momentos, fica talvez com apenas 1 metro de largura espremido entre paredões de mais de 200m de altura. Não pode ter claustrofobia!

Mas, após cerca de meia hora caminhando, você vê, através da fresta dos paredões, um pedaço do portal Al-Khazneh (localmente conhecido por "Tesouro"). É impossível conter o "hoh!!!"! É uma sensação muito incrível emergir do Siq e, nesta clareira, dar de cara com este monumento de 43m de altura escavado na rocha. Não poderia haver melhor imagem para relembrar Petra para sempre: impressionante...

Foto: Egon Filter

Foto: Egon Filter

Foto: Egon Filter

Esculpido no ano 100 AC pelos Nabataeus, o Tesouro tem influências gregas, egípcias e romanas, não se sabe bem se era um templo ou uma tumba. Dizem que um faraó egípcio, enquanto perseguia os israelitas, escondeu um tesouro real nesta contrução (é por isso que tem furos de bala feitos pelos beduínos que queriam achá-lo...).

Foto: Egon Filter

Foto: Egon Filter

Foto: Egon Filter

Foto: Egon Filter

Aliás, os Nabataeus foram os precursores dos beduínos: com sua capital em Petra, eles enriqueceram com o comércio de incenso vindo do Yemen via Arábia, primeiro atacando e saqueando as caravanas e, mais tarde, cobrando tributos pela proteção durante a sua passagem por seu território... Hoje os beduínos locais dentro das ruínas desta antiga capital oferecem serviços de guias, vendem lembranças ou alugam "taxi com ar-condicionado" (o que aqui, em um calor caminhante forte, significa carona no camelo ou na mula...) e, a partir dos anos 80, passaram gradualmente a habitar uma vila com casas próxima das ruínas de Petra.

Uma das maiores surpresas aqui em Petra foi conhecer Marguerite van Geldermalsen, uma mochileira neozelandesa que casou com um beduíno local em 1978. Se converteu ao Islã e viveu com Mohammed em uma caverna aqui, junto à tribo Bdoul ? foram felizes e tiveram 3 filhos. Ela escreveu um livro chamado "Casada com um Beduíno", best seller entre os viajantes românticos (que a Lu trouxe autografado): uma história real, com as alegrias e dificuldades deste choque cultural. Hoje viúva, é a simpatia em pessoa, uma grande alma que jamais esqueceremos...

Salaam alaykum (que a paz esteja com você, em árabe),

Egon
www.egonf.com "

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(*) EGON FILTER é fotógrafo e correspondente exclusivo do Terra Australis. Tem suas imagens disponibilizados no site Images do Share.

quinta-feira, outubro 28, 2010

Viagem: As Aventuras de Egon no Irã - 12. Entre os mercadores de Damascus

"12. Egon entre os mercadores de Damascus

Enquanto que Jerusalém foi o centro religioso do mundo antigo, a capital da atual Síria sempre foi o centro de comércio da região ? o centro do poder econômico mundial por, talvez, alguns milênios. Continuamente habitada há mais de 5000 anos, Damascus não conta o tempo em anos ou séculos: aqui se conta o tempo pelo número de dinastias e impérios dos quais esta cidade foi a capital... Rei David de Israel, Assírios, Nabucodonosor, Persas, Alexandre o Grande, Nabataeus, Romanos, Califas Umaíadas, Turcos, Cruzados, Mongóis, Otomanos, Franceses... ufa, é muita história para apenas uma cidade.

E a maior atração aqui é a cidade antiga, ainda com traços medievais islâmicos e preservada, que tem mais ou menos 1x1.5km, bem no centro de Damascus. Era toda murada, com bairros muçulmano, cristão e judeu - e com 13 portões de acesso que eram fechados ao anoitecer até 50 anos atrás. Hoje, sem a maior parte dos muros e portões, grande parte é ocupada pelo o Souq Al-Hamidiyya, um enorme e labiríntico mercado extremamente vivo e agitado.

Foto: Egon Filter
No Souq (mercado) tem de tudo: lojinhas de roupas, com modelitos de chador ou burka - além da secção de tecidos, onde o que mais vende é o preto. Frutas secas e cristalizadas, cafés, chás e temperos tão diversos que não conheço a maioria deles. Doces deliciosos como a baklava, barazi e bor'ma - todos eles com pistachios e que fazem a fama da Syria. Perfumes preparados na hora pelo perfumista, que mistura as essências e fixadores na hora e sem o uso de álcool (de uso proibido pelo Islã). Carpetes e tapetes (sempre os vendedores mais insistentes!). Ouro e jóias, vendidas por pesagem e com designs que agradam as madamas locais. E assim por diante...

Foto: Egon Filter
Foto: Egon Filter
Cansados de caminhar pelo Souq, tiramos as botas, a Lú colocou o chador, e entramos na lindíssima Umayyad Mosque, uma dos mais importantes mesquitas de todo Islã (junto com as mesquitas de Mecca, Medina e Jerusalém). Isto aqui já foi um templo pagão ao deus Hadad (dos arameus, séc IX AC), transformado em templo ao deus Júpiter (romanos, séc II AC), depois em basílica cristã de João Batista (bizantinos, séc III DC) e, finalmente, em mesquita islâmica (muçulmanos, séc VII DC). É muita história.

Foto: Egon Filter
Foto: Egon Filter
Foto: Egon Filter
Conversamos (ou, pelo menos, tentamos) com muitos visitantes iraquianos, iranianos, sauditas, indianos - enfim, pessoas que vem de longe para conhecer este local sagrado - vendo a Lu com chador vários nos perguntavam se éramos muçulmanos... Todos muito simpáticos, e os sírios, em particular, sempre nos ofereciam ajuda e explicações desta construção. Muito legal. E, com o pôr-do-sol, os alto-falantes de seus três minaretes entoavam a chamada para oração - um som meio mágico que sempre nos lembrará a beleza do Oriente Médio...

Foto: Egon Filter
Salaam alaykum,

Egon

http://www.egonf.com/

PS.: Nos sentamos em um bar local para tomar um chá de menta e fumar uma sheesha (narguilé). Sentado em seu trono junto à parede, Abu Shady é considerado o último contador-de-estórias profissional da Syria - uma tradição das ruas do Oriente Médio que surgiu no século XII e, infelizmente com o rádio e televisão, desapareceu nos anos de 1970. Todas as noites ele vem aqui e conta, com uma empolgação eletrizante, estórias mirabolantes de sultões e seus feitos heróicos. Apesar de não enterdermos nada da língua árabe, praticamente conseguimos imaginar o desenrolar da estória... bem, talvez algo no ar - sei lá... hehehe."

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terça-feira, outubro 26, 2010

Viagem: As Aventuras de Egon no Irã - 11. Em Palmyra (Syria)

"11. Egon em Palmyra (Syria)

No ano de 267 DC a rainha Zenobia tomou o poder deste avançado posto do Império Romano em meio ao deserto entre Damascus e Bagdah. Passou a dominar todo o Oriente Médio até o Egito e, assim, desafiou o poder central de Roma – afinal ela se dizia descendente direta de Cleópatra, só que muito mais bonita e ambiciosa...

De manhã muito cedo, ao nascer do sol, a luz amarela pintava as ruínas da magnífica Palmyra em um céu absolutamente azul. Uma brisa gelada soprava em meu rosto – nada que poderia predizer os 44 ºC que fariam no meio da tarde. E uma sensação estranha me acompanhava, como se estivesse sendo observado em cada passo ao longo da via principal de acesso à cidade abandonada, marcada por uma fileira de colunas de mais de 12m de altura, onde outrora mercadores de todas partes do mundo conhecido de então expunham suas mercadorias nas laterais da larga avenida.


Palmyra, Síria. Foto: Egon Filter

Palmyra, Síria. Foto: Egon Filter

Palmyra, Síria. Foto: Egon Filter

Mas Zenobia foi longe demais: em 271 DC o Imperador romano Aureliano enviou um grande exército e cercou Palmyra. Nem os termos de rendição generosa oferecidos à Zenobia ela aceitou – acabou presa e levada em correntes de ouro para Roma, como uma espécie de troféu de guerra. O desfile nas ruas de Roma era uma mensagem à todas as províncias: não desafiar o poder central! E Palmyra nunca mais se recuperou da destruição...

E eu cheguei tarde demais: Zenobia não estava mais em Palmyra – mas a grandeza desta região ficou nas suas ruínas. Colunas, templos, arcos adornados e bustos deformados pelas tardias forcas árabes. Eu fotografava algumas partes dos mais de 50 hectares e mal conseguia dimensionar a antiga grandeza do lugar.

Abc,

Egon

PS.: E eu tinha me preparado, bem bonitão, para encontrar Zenobia: fui a um alfaiate local e ele fez a minha jalabya (uma espécie de túnica de mangas longas e que vai até os pés) e coloquei o keffiyah (lenço beduíno vermelho e branco). E tive de explicar em “mimiquês” que tinha que ser tamanho grande! Depois de muita risada conseguimos chegar a um modelito bom... hehehe

Egon experimenta a jalabya...

... e complementa com o keffiyah!


PS2: Deu um trabalhão, mas consegui anexar algumas fotos..."


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domingo, outubro 24, 2010

Viagem: As Aventuras de Egon no Irã - 10. O castelo mais bonito do Oriente Medio

"10. Egon e o castelo mais bonito do Oriente Médio

Bem, a prudência me impediu de dobrar à direita na placa. Eu estava bem pertinho... hehehe

Já era final de tarde. Eu estava na varanda do hotel, que ficava no topo de um morro bastante alto. O vinho tinto, contrabandeado aqui para a Síria, não era dos melhores – mas era o que eu tinha para animar meus pensamentos.

 Talvez a menos de 500m, no topo da colina a leste, se perfilava o imponente castelo cruzado Qala’at al-Hosn. As enormes paredes externas, com suas muitas torres de defesa, parecem impenetráveis e ainda estavam manchadas com o óleo fervente que era jogado contra os atacantes.

Com os últimos raios de sol alaranjado iluminando solitariamente o castelo, eu escutava claramente o chamar das orações das mesquitas lá dos vales abaixo. Naquele ambiente quase mágico, em meio à fumaça, eu até enxergava os últimos 2000 soldados cruzados resistindo ao derradeiro ataque das forcas muçulmanas do Sultão Beybars em 1271. Jerusalém já havia caído pelas mãos de Salah ad-Din há muitos anos (em 1187) e este era o último reduto dos Cruzados no Oriente Médio. Não havia mais como vencer. Resistência era a ordem. E a queda uma certeza.

Uma vez conquistados os muros externos ainda havia o fosso e a ainda maior fortaleza interna: paredões inescaláveis, defesas solidas e suprimento de comida e agua garantidos. Agora restavam apenas 200 soldados...dezenas de milhares cercavam o cenário... e a fumaça do narguilé tornava os ataques mais intensos e o álcool do vinho incitava ainda mais os soldados em ambos os lados do combate...

Neste ano, em 1271, na realidade, não existiam mais esperanças de manter as terras santas sob controle dos Cruzados – as forças Maometanas eram inesgotáveis. A imagem do castelo ao pôr-do-sol era simplesmente uma visão do passado no presente, uma viagem ao tempo no qual estas questões eram resolvidas no fio da espada. E, de repente, com a escuridão da noite, tudo ficou em silencio... e eu sabia que o mítico castelo Qala’at al-Hosn havia caído!

Salaam alaykum (que a paz esteja com você, em árabe),

Egon

PS.: Acordei no dia seguinte com uma ressaca de uma luta intensa... ai que dor-de-cabeça..."


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sábado, outubro 23, 2010

Viagem: As Aventuras de Egon no Irã - 9. Perdido.. dobrar à direita???

"9.  Egon perdido.. dobrar à direita???

Me deparei com esta placa no deserto: acho que vou para a direita... hehehe.

Egon"

Egon perdido no deserto? Acredite se quiser!

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sexta-feira, outubro 22, 2010

Viagem: As Aventuras de Egon no Irã - 8. O “ta’arof” iraniano

"8. Egon e o “ta’arof” iraniano

No País dos Ayatollahs, com sua interpretação estrita do Corão, realmente foi uma grande surpresa desta viagem ao Irã: a cortesia para com os visitantes, que se pode sentir no dia-a-dia.

Onde quer que se vá, sempre tivemos vários desejos de boas-vindas. Por exemplo, na fila da padaria, se fores gringo, todos vão insistir para que sejas atendido primeiro – e o padeiro ainda vai lhe dar o pão de presente!

Flores dadas em sua mão, junto a um largo sorriso, quando passear em algum lugar interessante; o dono da fruteira que nos deu as frutas de presente; os convites para chá ou jantar de tantas pessoas na rua; o sanduiche de pasta de menta que o clérigo da mesquita nos deu após a visita; os taxistas que recusavam pagamento em corridas curtas – enfim, você fica até constrangido com o tamanho da gentileza dos iranianos.

Na verdade, alem de pura generosidade, existe uma espécie de código de conduta na sociedade persa chamado de “ta’arof”: cada pessoa deve ser sensível à posição do outro – um tipo de polidez ao extremo, onde as necessidades do próximo devem estar acima dos seus próprios desejos. Logo descobrimos que devemos insistir no pagamento do táxi por, no mínimo, três vezes: ele aceita então a grana ou eh mais uma pequena generosa oferta pessoal.

Realmente impressionante.

Abc,

Egon

PS.: E mais: não é por ser visitante brasileiro – até americano aqui ganha tratamento assim!!!"


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