terça-feira, outubro 18, 2011

No tempo das charqueadas - Parte 1: Pelotas, a origem

Sede da Charqueada São João, 1810.

No Tempo das Charqueadas (série de 3 postagens):

Parte I - Pelotas, a origem
Parte II - A Santa Rita e sua pousada de charme
Parte III - A São João, Saint-Hilaire e o escravo de saladeiro

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Minha ligação sentimental com a bela cidade sulina de Pelotas/RS vem de longe, ainda na infância, quando era descanso obrigatório no trajeto de Porto Alegre ao Parque Nacional de Santa Teresa, no Uruguai, onde costumávamos passar parte das férias de verão.

Pelotas/RS. Fonte: Wikipedia
Os tempos eram outros.

Os automóveis menos potentes e confortáveis, as estradas muito piores, o combustível racionado e as burocracias de fronteira intermináveis, quanto mais por viverem os irmãos limítrofes - Brasil e Uruguai, em nada saudosos tempos de ditadura militar.

Tudo isto deixava as viagens mais longas, pelo menos sob a visão das crianças da família - eu incluso, fazendo de Pelotas a primeira parada das férias e um atrativo por si só especial.

Anos depois, já adulto, tenho voltado a Pelotas de forma frequente, sendo cada visita um momento especialmente prazeroso e rica oportunidade de novas descobertas.

Charqueada Santa Rita, 1826.
Isto porque Pelotas, a 250 Km de Porto Alegre, é considerada uma das jóias do patrimônio histórico e arquitetônico do Rio Grande do Sul, consequência do importantíssimo papel que exerceu na colonização do extremo sul do país e, em especial, como capital econômica do Ciclo do Charque.

Um pequeno núcleo de construções remanescentes deste importante período da história gaúcha e do país - as charqueadas - ainda pode ser encontrado a cerca de 6 Km do centro da cidade, sendo uma alternativa imperdível para quem gosta de fugir das costumeiras opções do turismo de massa.

Pois foi com a intenção de mergulhar neste clima que passei um final de semana na zona das charqueadas, lendo, explorando, aprendendo e ensaiando transferir para a fotografia um pouco do espírito dos antigos colonizadores que transformaram campo, banhados e areais na mais rica e opulenta cidade do antigo Continente de São Pedro.

Charqueada Santa Rita. Casa principal.
Dividi este relato em três partes.

Esta primeira, com comentários sobre a história da região, uma segunda parte tratando da Charqueada Santa Rita e sua pousada de charme e, a terceira e última, sobre sobre a Charqueada São João, riquíssimo testemunho histórico do ciclo do charque e do desumano sistema escravocrata que por pelo menos dois séculos o sustentou.

UM POUCO DE HISTÓRIA

Para quem não lembra das lições escolares, o Ciclo Econômico do Charque foi aquele relacionado à instalação e expansão da industria saladeiril na região de Pelotas/RS a partir de 1777, quando uma grande seca afetou o fabrico deste produto no Nordeste brasileiro, até então monopólio da região.

Charqueada. Gravura de Debret.
O charque (desidratado pelo sal) e a carne seca (desidratada pelo sol) eram os principais alimentos da mão-de-obra escrava e, em uma época em que não existiam enlatados e frigoríficos, também o método mais utilizado para conservação da carne.

A fartura do gado chucro, solto no pampa gaúcho em decorrência do trágico desmantelamento das Missões Guaranis e da expulsão dos padres jesuítas, aliada à seca no Nordeste, propiciou o cenário ideal para a instalação das primeiras charqueadas à beira do Arroio Pelotas. Segundo parte dos historiadores o primeiro empreendimento teria sido iniciativa do português José Pinto Martins, em 1779 e, segundo outros, do estancieiro João Cardoso Silva.

A produção do charque era sazonal, com preferência para os meses mais quentes e secos, entre novembro e abril, a fim de propiciar a melhor desidratação da carne.

A mão-de-obra era essencialmente escrava e as condições de trabalho nos saladeiros extrema, o que permitia uma "vida útil" aos cativos de, aproximadamente, 5 a 7 anos. Em média cada charqueada contava com cerca de 80 escravos.

Nos intervalos das safras de charque os escravos podiam ser ocupados com atividades de olaria, construções, derrubada de mato e cultivo de milho, feijão e abóbora nas próprias charqueadas ou em outras chácaras que os seus senhores costumavam manter na Serra dos Tapes.

Detalhe da fachada principal. Charqueada Santa Rita.
Durante este período Pelotas tornou-se a cidade mais rica da Província e um grande pólo cultural, atraindo a atenção da corte no Rio de Janeiro e a distribuição de um razoável número de títulos de nobreza aos grandes proprietários rurais.

Tudo isto, mais o advento dos frigoríficos e das novas tecnologias de conservação da carne, tornaram de todo inviável o já defasado e secular método saladeiril, dando fim definitivo ao mais pujante ciclo econômico da história do sul do Brasil.

O PATRIMÔNIO HISTÓRICO-CULTURAL

O nome Pelotas, que em espanhol significa "bolas", teve origem nas embarcações de varas de corticeira forradas de couro, usadas para a travessia dos rios na época das charqueadas.

Travessia de curso d´água em uma pelota. Gravura de Debret, 1816-1831

Formalmente elevada à cidade em 1812, a exportação do charque e do couro, principalmente para a América Central e a Europa por intermédio do porto de Rio Grande, trouxe à cidade enorme riqueza e opulência, possibilitando a instalação de uma classe aristocrática e originando um extraordinário patrimônio arquitetônico que em boa parte ainda se preserva.

Armazém de carne seca. Gravura de Debret, 1835.
Conforme dados da Universidade de Pelotas, o poder dos charqueadores pelotenses foi consolidado a partir de 1829, quando o Imperador Dom Pedro I outorgou a um fazendeiro do ramo o primeiro título de nobreza. A partir daí vários outros ascenderam à hierarquia da nobreza brasileira tendo, como pressuposto, o reconhecimento prévio do poder e prestígio daquele que era agraciado com o título.

A influência desta aristocracia pode ser vista ainda hoje em Pelotas, tanto na zona rural mas especialmente na urbana, onde casarões e palacetes disputam espaço com teatros, colégios, hospitais, bancos, hoteis e tantos outros prédios de magnífica concepção arquitetônica, como o Solar da Baronesa, hoje transformado em parque e museu municipal.

Parque Municipal e Museu Solar da Baronesa, 1863.
Solar da Baronesa. Copa. 
Solar da Baronesa. Escritório.

AS CHARQUEADAS HOJE

Das mais de 40 charqueadas que funcionaram na região de Pelotas, o que restou de algumas delas ainda pode ser visitado e uma única conta com a opção de hospedagem. Outras se encontram em estado de deterioração ou foram adaptadas para uso moderno, servindo como residência, sítios de lazer ou espaço de eventos.

Charqueada São João.
A mais interessante, e que também serviu de locação para a minissérie "A Casa das Sete Mulheres", é a Charqueada São João (1810), um verdadeiro museu sobre o ciclo do charque e aberta à visitação com serviço de guias. Já a Charqueada Santa Rita (1826) é a única a oferecer serviço de hospedagem, classificada como pousada de charme.

Estas duas, além de abertas à visitação, são também habitadas pelos atuais proprietários.

Outras, como a Charqueada Boa Vista  (1811), foram adaptadas para locações e basicamente preserva o casco externo, motivo pelo qual deixei para visitá-las em uma outra ocasião.

O núcleo histórico das charqueadas está situado a apenas 6 Km desde o centro de Pelotas, com sinalização bastante visível e asfalto na quase totalidade do caminho.

Charqueada São João.

Acompanhem aqui no blog Terra Australis a visita às Charqueadas Santa Rita e São João nas minhas próximas duas postagens!


COMENTÁRIOS FOTOGRÁFICOS:

Com exceção das imagens com crédito próprio, todas as fotografias de João Paulo Lucena. Na captação das imagens usei equipamento Canon EOS-1D e kit de lentes de 17 a 400 mm.

PARA SABER MAIS:


O Ciclo do Charque - site da Universidade Federal de Pelotas
A Memória do Ciclo do Charque em Pelotas - site da ONG Viva o Charque
Charqueada e Ciclo do Charque - verbete na Wikipedia
Blog O Povoamento de Pelotas - dos pesquisadores Adão Fernando Monquelat e Valdinei Marcolla
Pelotas e o Projeto Monumenta - a preservação do patrimônico histórico e cultural
Os Aristocratas Pelotenses - site da Universidade Federal de Pelotas
Charqueada Santa Rita - museu e hospedagem à margem do Arroio São Gonçalo
Charqueada São João - site oficial da mais preservada das charqueadas
Charque, o sal da carne - diferença entre charque e carne de sol, receitas
A História do Charque - ótimo blog sobre o tema do charque 
Elementos da escravidão no Rio Grande do sul - Artigo
Capitalismo e Escravidão no Brasil Meridional - Obra de Fernando Henrique Cardoso, 1977
Viagem no tempo: escavações vão contar a história de escravos no Sul - Artigo jornal Zero Hora, de 21/10/2011
O Escravo no Rio Grande do Sul - Blog



segunda-feira, outubro 17, 2011

Fotografia: Nova EOS-1DX da Canon chega para revolucionar o mercado

Canon EOS 1D X (Foto: Divulgação)
A nova Canon EOS-1D X. Foto: Divulgação

Em recente anúncio à imprensa a Canon divulgou a nova câmera que virá substituir, de uma vez só e com grandes inovações, as tops de linha EOS-1D Mk III e Mk IV.

A descrição da nova câmera EOS-1D X SLR - veja os detalhes no press release abaixo - é simplesmente estupenda, proporcionando aos felizardos que a tiverem em mãos um magnífico instrumento de trabalho e lazer.

Pessoalmente a única alteração que me fez falta foi subsituir o slot para cartões SD para Compact Flash, que agora serão dois na nova geração EOS-1.

Vejam só algumas das características da nova Canon:

- 18 megapixel e sensor full-frame CMOS
- capacidade de 12 fps (frames por segundo) ou 14fps de 18 megapixels no modo JPEG
- utilização de três processadores de imagem DIGIC
- processador de imagem Dual DIGIC 5+, conversor de dados 14-bit A/D
- alta durabilidade e resistência ao uso outdoor
correção automática de irregularidades cromática para várias lentes Canon EF diretamente na câmeras, sem a necessidade de correções através de software de pós-produção
- sensor com sistema ultra-sônico de auto-limpeza
- alta capacidade em baixa luz com ISO 50 a 204.800
- 61 pontos de focagem automática
- sistema inteligente de rastreamento de ponto focal
- primeira Câmera Digital EOS SLR a contar com a função de múltiplos modos de exposição, sem precisar de edição poster em computador
- capacidade de vídeo em full-HD e controle manual de áudio
- nova configuração ergonômica
- dois slots para cartões Compact Flash
- conectividade wireless
- projetada para mais de 400 mil ciclos (clicks)
- acessório GPS
É pouco ou querem mais?

A nova câmera também vem sob encomenda para os realizadores de vídeo e cinema pois, desde o advento da EOS-5D (que também em breve deverá ser substituída por um novo modelo), os equipamentos fotográficos da Canon passaram a ocupar um crescente espaço no mundo da propaganda e do videocinema. Com certeza este lançamento causará um belo frisson no segmento.

A previsão de disponibilidade no mercado é para o mês de março de 2012 e o preço nos EUA será de US$ 6.800,00 apenas o corpo. O acessório para transmissão wireless custará US$ 600,00 e o GPS será lançado em abril de 2012 a US$ 300,00.

A julgar pela média de preços praticada no Brasil o preço por aqui deverá custar em reais no mínimo o dobro do valor dos equipamentos nos EUA.

Veja a seguir o comunicado oficial de divulgação à imprensa brasileira.

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Press Release


A Canon Latin America, Inc., líder em imagem digital, tem o prazer de anunciar a câmera da série EOS-1D totalmente reformulada, a Canon EOS-1DX SLR. Como a nova líder do arsenal de câmeras profissionais DSLRs da Canon, a EOS-1DX será uma novidade de alta velocidade com 18 megapixel e sensor full-frame CMOS, processador de imagem Dual DIGIC 5+, conversor de dados 14-bit A/D, tudo com a incrível capacidade de 12 fps (frames por segundo).

As câmeras Canon EOS DSLR e acessórios contam com longa durabilidade na entrega de resultados de alta qualidade para profissionais de diversos segmentos, como esportes, natureza, fotografia de casamento e estúdios comerciais. Esse novo modelo vai elevar essa tradição para um nível totalmente diferenciado.

"A EOS-1DX representa a re-invenção da série EOS 1D, combinando as novas tecnologias da Canon que são o resultado do retorno dos clientes e as necessidades do setor. Estamos orgulhosos de apresentar esta câmera, para a comunidade profissional de fotógrafos e cinegrafistas com as características e capacidades de que precisam para capturar os grandes momentos que mostram o seu talento", declarou Taro Maruyama, presidente da Canon Latin America, Inc.

A câmera com ‘Três Cérebros’


O anúncio da EOS-1D vem de encontro com o recente marco de fabricação da Canon, atingido em setembro de 2011, quando a empresa bateu a produção de 50 milhões de EOS-SLR. Além disso, a Canon irá atingir, até o final deste mês, 70 milhões de lentes EF.

Canon EOS 1D X (Foto: Divulgação)

A Canon EOS-1DX apresenta três processadores DIGIC, incluindo o processador de imagem Dual DIGIC 5 +, assim como o DIGIC 4 para a medição e controle de AF. Em conjunto com desempenho do novo sensor de  imagem CMOS da Canon de alta resolução com capacidade de 18 megapixel full-frame, os processadores Dual DIGIC 5+ oferecem a mais alta velocidade de disparo contínuo, menor ruído, e aumento significativo na velocidade de processamento de dados.

Esse novo nível de velocidade no processamento de dados permite que a EOS-1D X execute muitas funções, incluindo a correção automática de irregularidades cromática para várias lentes Canon EF diretamente na câmeras, sem a necessidade de correções através de software de pós-produção. O DIGIC 4 utiliza o novo sistema de medição de 100.000 pixel RGB para o sistema AF de reconhecimento de objetos e face pela cor, e ainda trabalha em conjunto com o novo AF iTR (Inteligent Tracking and Recognition).

A EOS-1DX conta com um sensor de imagem completamente novo, que produz o menor ruído do que qualquer outra câmera digital EOS para retratos e trabalho de estúdio. O sensor de 18 megapixels full-frame CMOS utiliza pixels grandes – 1.25 microns maior do que o sensor da EOS-1D Mark IV e .55 microns maior comparado com a EOS 5D Mark II – e adicionado com as microlentes gapless, alcançam maior eficiência na captação de luz, maior sensibilidade e menos ruído no nível de pixel.

Canon EOS 1D X (Foto: Divulgação)Canon EOS 1D X (Foto: Divulgação)

O sensor de alta sensibilidade melhorou a relação sinal-ruído do sensor de saída na EOS para uma excelente qualidade de imagem, mesmo em pouca luz quando combinada com os processadores de imagem Dual DIGIC 5+. EOS-1DX também vai inaugurar a segunda geração Canon com sensor auto-limpeza, que utiliza uma tecnologia que inclui um revestimento de flúor na película infravermelha para ajudar a repelir e remover partículas menores de poeira do sensor.

O novo sensor tem melhorou ainda mais a relação de sinal-ruído do sensor de saída para uma excelente qualidade de imagem, mesmo em condições de luz extremamente baixa. Combinado com o processador de imagens Dual DIGIC 5+ o resultado é ainda melhor.

As imagens produzidas com o novo sensor da câmera EOS-1D X são de alta qualidade, sendo facilmente ampliadas, se necessário, podendo atender até mesmo os mais exigentes aplicativos de alta resolução. A EOS-1D X também conta com o novo ultra-som de limpeza UWMC (ultrasonic Wave Motion Cleaning), a segunda geração de sensores auto-limpantes da Canon, que utiliza tecnologia de ondas para remover as menores partículas de poeira e inclui ainda um novo revestimento de flúor de infravermelho no vidro que ajuda a repelir a poeira.

A capacidade de pouca luz do X EOS-1D é evidente em sua escala ISO incrível e capacidade para fotografar em ambientes extremamente condições de pouca luz. Ajustável de 100 a ISO 51200 dentro de sua escala padrão, o novo modelo oferece um baixo ISO 50 configuração para estúdio e fotografia de paisagem e duas configurações de alta de 102.400 a 204.800 H1 e H2, ideal para aplicação da lei, do governo ou aplicações de campo.

A capacidade em baixa luz da EOS-1DX é evidente no alcance do seu ISO e na habilidade de fotografar em ambientes de pouca luz. Ajustável do ISO100 ao 51.200, dentro de sua escala padrão, o novo modelo oferece uma baixa configuração de ISO 50 para fotos em estúdio ou paisagens e duas configurações altas de 102.400 no H1 e 204.800 H1 no H2, ideal para aplicação da lei, governo ou aplicações em campo.
Novo sistema AF Point High Density de 61 pontos

A EOS-1DX inclui o novo sistema AF Point High Density de 61 pontos, o mais sofisticado sistema de AF DSLR que a Canon já lançou. Os 21 pontos de focagem na área central são de alta precisão e efeito com aberturas máximas tão pequenas quanto f/5.6, dependendo da lente em uso.

O centro também tem cinco pontos de alta precisão diagonal para aberturas máximas tão pequenas quanto f/2.8. Todos os 61 pontos são sensíveis para contrastes horizontais com uma abertura máxima tão pequena quanto f/5.6 e os 20 pontos externos têm abertura máxima tão pequena quanto f/4.0.

Outras inovações do sistema AF Point High Density de 61 pontos inclui AF para a cobertura de área expandida, com maior capacidade de foco e menor sensibilidade de luz, além de maior capacidade de detecção de baixo contraste em relação ao sistema AF anterior das EOS. (Veja a imagem abaixo para configuração do ponto de AF):

Fonte: Canonrumors.com
Funções AF (Foto: Divulgação)Funções AF (Foto: Divulgação)

Todas as funções AF agora têm seu próprio guia de menu para acesso rápido e fácil (funções AF anteriormente personalizadas em modelos EOS).A nova ferramenta de configuração AF permite a configuração personalizada de sensibilidade de rastreamento, aceleração e desaceleração de rastreamento de objetos e ponto AF de mudança automática, todos facilmente acessados ​​e ajustados por meio d uma nova guia no menu AF. Um Guia de recursos interno auxilia os fotógrafos a utilizar as configurações de acordo com a necessidade.

Semelhante a opção de seleção de pontos AF oferecidas na câmera digital EOS 7D SLR, a EOS-1DX oferece seis modos de seleção AF, Spot, Ponto Único, único ponto em torno de quatro pontos, único ponto em torno de oito pontos, seleção de zona e seleção automática de ponto AF. (Veja na imagem abaixo as opções de seleção do ponto AF):


EOS AF iTR (Foto: Divulgação)EOS AF iTR (Foto: Divulgação)

 
Modo de alta velocidade


Os fotógrafos que já estão familiarizados com a série Canon 1D vão notar que a EOS-1DX tem um layout diferente. O exterior re-projetado e a nova configuração do botão posicionado de maneira ergonômica acessível com mão direita, permite a navegação contínua nas opções de menu.

O botão LV (Live View) está localizado próximo ao polegar para facilitar o manuseio em um simples toque. O botão de rápido controle e fácil navegação permite que os usuários alterem as configurações da câmera usando apenas sua mão direita, utilizando apenas o polegar sobre a roda de rolagem.

O novo multicontrolador fica posicionado de maneira a facilitar o uso da câmera na posição vertical de disparo e permite o mesmo nível de controle com a câmera na posição horizontal. Na frente da câmera, há quatro botões, dois para fotografia vertical e dois para horizontal, permitindo um controle personalizável para fotos em qualquer posição. A câmera também possui um nível de resistência às intempéries equivalente aos modelos profissionais anteriores, como a EOS-1D Mark IV.

A Canon atendeu à solicitação de muitos fotógrafos profissionais e incorporou abertura dupla para os cartões CF na nova câmera DSLR EOS-1DX. Com isso, os cartões permitem que os fotógrafos transportem somente um formato de cartão de memória e têm a capacidade de armazenar instantaneamente seus back-ups.
Este novo nível de desempenho é possível graças a combinação dos 16 canais de leitura do sensor CMOS, os processadores de imagem Dual DIGIC 5+, e um mecanismo de reflexo em espelho completamente novo que foi projetado pela Canon para combinar alta performance com precisão e confiabilidade.

Fonte: Canonrumors.com


EOS HD Video – Novo compressor, para gravações de longa duração

Com um novo sensor CMOS full-frame com mega pixels maiores do que o sensor de imagem encontrado na EOS 5D Mark II, a EOS-1DX utiliza novos formados de vídeo full-HD para trabalhos de pós-produção.

Os dois novos formatos de compressores oferecidos na 1D X incluem ALL-i de compressão para um formado de edição e compressor amigável IPB, dando as opções que os profissionais necessitam para um fluxo ideal de trabalho. Atendendo às necessidades dos cineastas e cinegrafistas, a EOS-1D X inclui dois métodos de incorporação SMPTE compatíveis, Rec Run e Rec Run Free, permitindo múltiplas gravações de som separados que podem ser sincronizados na edição.

O novo sensor CMOS full-frame garante que as imagens de vídeo capturadas na EOS-1D X tenham menos ondulações do que qualquer modelo Canon, resultando em uma melhoria significativa na qualidade de vídeo HD.

Uma característica desejada pelos documentaristas que permite a gravação além da capacidade de 4GB foi incluída na EOS-1DX. A nova câmera faz uma divisão automática de um filme em um único arquivo quando excede 4GB. A função divide em um novo arquivo contínuo de gravação de até 29 minutos e 59 segundos em vários arquivos de 4GB, sem cortes e os arquivos podem ser facilmente conectados na pós-produção, proporcionando aos cineastas o tempo de gravação mais conveniente em uma DSLR.

O vídeo capturado na EOS-1DX terá menos ondulação do que qualquer modelo anterior, sendo uma melhora significativa na qualidade de vídeos full-HD. A câmera grava em Full HD 1920 x 1080 com frames selecionáveis de 24p (23.976), 25p, ou 30p (29.97); e 720p HD ou SD de gravação de vídeo em 50p ou 60p (59,94). Os vídeos SD podem ser gravados em NTSC ou PAL.

A EOS-1D X também inclui controle manual de áudio, ajustável tanto antes como durante a gravação do filme, com configuração automática, ou pode ser desligado completamente. Um filtro contra vento também está incluído. O som pode ser gravado através do microfone mono interno ou através de um microfone externo opcional, através da entrada de microfone estéreo.

Ergonomia melhorada e design otimizado

A câmera também possui um novo design para o obturador, garantindo maior precisão e durabilidade. Destinado para 400.000 ciclos, a nova lâmina de fibra de carbono do obturador são mais leves e duráveis, permitindo que a EOS-1DX alcance mais de 100.000 ciclos a mais que o obturador da EOS-1D Mark IV.

Um novo movimento do obturador ajuda a reduzir ainda mais a vibração na câmera. A EOS-1DX também possui a primeira abertura eletrônica, exclusiva para o nova série 1D das DSLRs, que captura uma imagem com um tempo mínimo de vibração.

Conectividade

Para os profissionais que preferem um sistema de transferência com fio, a Canon incluiu o built-in LAN de conexão no DSLR EOS-1DX. O sistema é capaz de atingir uma velocidade de transmissão de 1000VASE-TX, oferecendo aos fotógrafos uma conexão estável com fio de ultra-rápida transmissão de dados. Mesmo que a rede cair, a câmera vai tentar reenviar as fotos até que os arquivos sejam totalmente transmitidos.

A EOS-1D também possui uma função de transferência direta que permite que as imagens sejam selecionadas e só seja enviada uma vez que uma conexão LAN ou USB seja estabelecida.

Acessórios

Desenvolvido exclusivamente para a EOS-1D X, o novo Transmissor de Arquivo sem fio Canon WFT-E6A tem funcionalidades wireless LAN que suporta taxas de transferência de rede de 802.11n, permitindo aos usuários uma comunicação com mais velocidade quando comparado aos modelos anteriores.

Com o novo modelo mais resistente, os profissionais podem sincronizar os relógios de múltiplas câmeras para o disparo. Além disso, o equipamento é compatível com Bluetooth que pode ser facilmente acionado.

A EOS-1D X também oferece como opcional o Canon GP-E1, um receptor de GPS que pode ser facilmente integrado ao corpo da câmera. Alimentado pela câmera, o GPS conta com maior resistência assim como a EOS-1D X.

Com uma bússola eletrônica acoplada, o GP-E1 registra movimentos como latitude, longitude, altitude, e permite a visualização do movimento da câmera em um PC após o disparo. O dispositivo também grava a direção da câmera em ação, mesmo sendo utilizada na posição vertical.

EOS-1DX com acessório GPS. Fonte: Canonrumors.com



 Múltiplos modos de exposição


A EOS-1D X é a primeira Câmera Digital EOS SLR a contar com a função de múltiplos modos de exposição. A câmera tem mais de nove combinações individuais de fotos em uma única composição de imagem, sem precisar de edição posteriormente em um computador. A máquina tem quatro diferentes métodos de composição que permite maior controle da criatividade, sendo Additive, Average, Bright e Dark.

Os resultados podem ser visualizados automaticamente no monitor de LCD da câmera, além de contar com a função de “desfazer” que permite apagar a imagem para que o fotógrafo tente novamente, se assim desejar.

O modo de Exposição Múltipla na EOS-1D X permite que os fotógrafos especifiquem uma imagem capturada anteriormente como ponto de partida para uma imagem composta com múltiplas exposições.EOS AF iTR: rastreamento inteligente melhora o desempenho

A EOS-1D X tem incríveis características novas como o EOS AF iTR (Intelligent Tracking and Recognition), que é ideal para fotografias de casamento, eventos esportivos e fotojornalismo.

O modo AF padrão para a EOS-1D X usa a fase de detecção de informações AF, enquanto uma segunda nova opção usa a tecnologia de Detecção de Rosto para rastrear os rostos reconhecidos, além de informação de cor, ideal para fotografar eventos como o tênis ou apresentações de dança, já que o sistema de reconhecimento facial vai ajudar a manter a pessoa em foco durante a cena em movimento.


Ergonomia e conectividade no mais novo membro da família EOS-1. Fonte: Canonrumors.com



Controle de exposição

Pela primeira vez em uma câmera Canon DSLR, um processador DIGIC é usado exclusivamente como sensor de velocidade para medir precisamente o controle de exposição.

A vantagem do processado Canon DIGIC 4 na EOS-1D X é o sensor de medição de 100.000 pixel em que utiliza 252 zonas de medição e 35 zonas em baixa iluminação para ajudar na medição matricial e na medição do flash.

O novo recurso de reconhecimento dos objetos melhora quase todas as funções automáticas da câmera, auxiliando a ajustar a exposição, o autofoco, o Auto Lighting Optimizer e o Automatic Picture Style, garantindo a melhor qualidade e precisão da imagem

A EOS-1D X inova no mundo das SLRs digitais, oferecendo um modo de alta velocidade que aumenta a capacidade do disparo para até 14fps (frames por segundo) de 18 megapixels no modo JPEG.

A câmera também permite a captura de imagens em JPEG RAW, JPEG ou RAW com velocidade de até 12fps no modo One Shot AF ou AF Al Servo que melhora o desempenho em fotografia de esportes e outras aplicações que requerem alta velocidade na captura de imagens digitais.

Preço e disponibilidade

A Canon EOS-1D X SLR está prevista para março de 2012, somente o corpo. O GPS GP-E1 é esperado para março de 2012. O transmissor de arquivo sem fio EOS WFT-E6A está programado para estar disponível em abril de 2012. (*)

(*) A Canon brasileira não divulgou os preços no país mas os valores de lançamento nos EUA podem ser conferidos no cabeçalho desta postagem. (Nota do autor)


O corpo da linha EOS-1 da Canon é construído em magnésio, conferindo rigidez e proteção física e magnética aos componentes óticos e eletrônicos da câmera. Foto: Canonrumors.com

segunda-feira, outubro 10, 2011

Paraquedismo: Adrenalina nos céus de Novo Hamburgo

Vôo duplo de paraquedas no Centro Gaúcho de Pára-Quedismo, em Novo Hamburgo/RS
No final de semana dos dias 9 e 10 de setembro estive acompanhando as gravações da 6ª Temporada do Programa Adrenalina no Centro Gaúcho de Pára-Quedismo, em Novo Hamburgo/RS.

Novo Hamburgo/RS
Fonte: Wikipedia
Na ocasião foram feitos saltos livres e, do ponto de vista do fotógrafo, não foi um esporte fácil de capturar nas lentes de uma câmera uma vez que a maior parte da ação - a queda livre - ocorre em altíssima velocidade e fora do campo de visão dos observadores em terra, ainda que munidos de potentes equipamentos óticos.

Diferente do que se possa imaginar e conforme depoimento que ouvi, os paraquedistas concentram toda a emoção do seu esporte nos poucos segundos da queda livre e não propriamente naquilo que o público enxerga de terra, o planeio do paraquedas em si. Mesmo porque o próprio nome da atividade - paraquedismo - nos induz a pensar justamente na ação e no equipamento que interrompem a queda livre e não ao contrário.

Em outras palavras, por puro desconhecimento da atividade, até então eu pensava que o salto era apenas o meio para se chegar ao principal - o planeio desde as grandes altitudes até o solo, e não o contrário.


A não ser que o salto tenha como objetivo atingir um alvo específico ou realizar determinada formação em conjunto com outros praticantes,  o paraquedas depois de aberto serve somente para conduzir o praticante o mais rapidamente no solo para, se possível, embarcar outra vez no avião para o salto seguinte.

Confesso que para mim foi uma surpresa aprender isto. Afinal, já acompanhei eventos de paraglider onde todo o prazer e a emoção estão justamente concentrados naquilo que os paraquedistas gostariam que terminasse o mais rápido possível, o planeio até o solo.

Para os paraquedistas o equipamento é apenas um meio de chegar o mais rapidamente possível ao solo... 
... enquanto que para os praticantes de paraglider o desafio e o prazer estão em manter-se o mais tempo possível no ar. Paraglider no Ninho das Águias - Nova Petrópolis/RS
Mas a principal descoberta foi saber que justamente em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, está a principal centro do país para formação de paraquedistas, superando inclusive locais onde a beleza cênica das áreas de salto superam em muito esta cidade gaúcha, como, por exemplo, no Rio de Janeiro.

Segundo o site do CGP - Centro Gaúcho de Pára-Quedismo, a entidade é um clube fundado em 2005, focado no paraquedismo esportivo, desde a formação de novos alunos, aperfeiçoamento de atletas, saltos de instrução avançada, saltos de demonstração e saltos duplos e, atualmente, pelo segundo ano consecutivo, o CGP mantem-se como o maior clube de paraquedismo no Brasil.

Mas bem, voltando as aspectos fotográficos da minha experiência em Novo Hamburgo, e este é o objetivo desta postagem, não foi mole capturar algumas imagens representativas da atividade.

Isto porque não pude acompanhar um dos vôos de 20 minutos cada e que levavam os praticantes até os 6 mil pés e, tampouco, sou paraquedista, o que me permitiria fazer imagens em queda livre.

Restrito ao plano do solo e considerando a rápida velocidade com que os paraquedistas chegam ao chão, escolhi por me posicionar bem e utilizar uma tele-zoom 100-400 mm, valendo-me de alta velocidade de abertura (1/800 a 1/1000) e de disparo (10 fps) uma vez que a luz era abundante no ensolarado final de semana.

Uma grande angular seria a melhor pedida se fosse possível estar bem próximo e ainda adivinhar onde os paraquedistas iriam atingir o chão. Mas não era o caso.

Enfim, ainda que não pudesse acompanhar as verdadeiras emoções que somente os iniciados podem curtir no plano das nuvens e muitíssimo além da visão humana, com certeza estes dois dias renderam belas imagens dos atletas, das atividades de solo e da animada e muito unida tribo dos membros do Centro Gaúcho de Pára-Quedismo de Novo Hamburgo.

Vejam aí!

A dobradura dos paraquedas é um trabalho duro e que exige muita concentraçãoe responsabilidade.






Ana Karina Belegantt, paraquedista e apresentadora do Adrenalina


Preparando-se para o primeiro salto duplo...

A expressão diz tudo...

... e a alegria do desafio vencido também!









Estranha e excêntrica figura costuma circular pela área de salto de Novo Hamburgo,  atraindo  adultos e crianças e contando histórias de cangaceiros...







Luca Silveira, câmera do Programa Adrenalina e seus dois assistentes...






Final de expediente para a equipe do Adrenalina!

O episódio do Programa Adrenalina sobre paraquedismo estréia nesta quarta-feira, às 21h00, no Canal Futura (Sky 8 e Net 32), sendo reprisado no domingo às 4h30 e 17h30 e na segunda-feira às 20h00.

Confira abaixo os clips do episódio e do seu making-off! 







COMENTÁRIOS FOTOGRÁFICOS: Utilizei equipamento Canon EOS-1D e kit de lentes da mesma marca, especialmente a tele-zoom 100-400. Todas as fotos de João Paulo Lucena.