segunda-feira, 7 de abril de 2014

Ecologia: Ambientalismo perde Augusto Carneiro, companheiro de Lutzenberger

Augusto Carneiro por Félix Zucco / Agencia RBS

Do Jornal Zero Hora de hoje esta tristíssima notícia do passamento do ambientalista Augusto Carneiro, um dos fundadores da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural - AGAPAM, núcleo duro do ambientalismo brasileiro juntamente com José Lutzenberger.

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Natureza de luto

Morre, aos 91 anos, o ambientalista gaúcho Augusto Carneiro

Fundador da Agapan, Carneiro tornou-se referência na defesa do ambientalismo

07/04/2014 | 11h25

O movimento ambientalista gaúcho perdeu um de seus ícones. Augusto Cesar Cunha Carneiro, 91 anos, morreu na madrugada desta segunda-feira, no Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre, onde estava hospitalizado no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) desde fevereiro. O corpo de Carneiro será sepultado às 17h no Cemitério São José e Almas, na Capital.

Um dos fundadores da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) em 1971, junto com José Lutzenberger, Carneiro foi um ícone no ambientalismo gaúcho. Determinado, defendeu seus ideais até a morte, que acontece dois anos após ter perdido a mulher, Rosalinda Teixeira Carneiro, com quem viveu por 35 anos.

— Mais que um exemplo, foi um batalhador. Por vários anos foi secretário e tesoureiro da associação e, assim, um elemento básico para a perenidade da instituição. A Agapan deve muito ao Carneiro e sua persistência. É realmente uma pessoa à qual toda a sociedade porto-alegrense deve muito — afirmou o presidente da Agapan.

Outro amigo de Carneiro, o professor e ex-presidente da Agapan, Francisco Milanez, disse que poucas pessoas foram tão coerentes quanto Carneiro. Para Milanez, ele foi uma grande documenarista, à quem os ambientalistas devem a extensa memória do movimento:

— Ele era um sonhador aos 90 anos.

Quem foi

Carneiro teve a sua biografia publicada no ano passado e chegou a participar de uma sessão de autógrafos na feira do livro de 2013. Segundo a sua biografia, ainda adolescente, aderiu ao Partido Comunista Brasileiro, do qual se desligou após desencantar-se com o regime comunista.
Como livreiro, integrou o grupo que, em 1953, realizou a primeira Feira do Livro de Porto Alegre. Funcionário do Tribunal Regional do Trabalho, passou a dedicar-se ao ambientalismo em tempo integral após a aposentadoria, em 1981. Em 2013, a jornalista e escritora Lilian Dreyer publicou a biografia de Carneiro no livro "Depois de tudo, um ecologista", da editora Pelo Planeta/Scortecci.

Dezenas de amigos e admiradores da luta de Carneiro deixam mensagens de luto em sua página no Facebook.

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