quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Trekking/Aparados da Serra: Do Cânion Fortaleza ao Malacara - Parque Nacional da Serra Geral

(Trajeto Cânion Fortaleza - Cânion Malacara - PNSG)

No feriado de 7 de setembro estive no Parque Nacional da Serra Geral - PNSG, na divisa do RS com SC, para uma caminhada clássica: o percurso entre os cânions Fortaleza e o Malacara.
Percorrer este trajeto seguindo a borda do planalto em meio a campos de altitude e bosques de araucárias, enquanto se descortina a magnífica paisagem do litoral atlântico a 40 Km de distância e mil metros abaixo, definitivamente não tem preço!

Em função de gravações da 5ª temporada do Programa Adrenalina (assista no final desta postagem) foi obtida autorização especial do Instituto Chico Mendes - ICMBio para a caminhada e pernoite na área do parque, o que desde alguns anos não é permitido pela sua administração.

Além da equipe de produção do programa estavam comigo dois parceiros de longa data: Neytão "Montanha" Reis e Ayr Müller Gonçalves, especialista em orientação.

Conto aqui para vocês como foi este belíssimo passeio.

1º DIA - Porto Alegre/Cânion Fortaleza - Chegamos na sede do PNSG no sábado à tardinha, depois de ter subido a serra desde Porto Alegre para Cambará do Sul sob muita chuva, neblina e frio, acreditando piamente na previsão do tempo que prometia dias límpidos e ensolarados pela frente.

Entre Porto Alegre e Cambará do Sul são 190 Km em asfalto e mais 23 Km em estrada de terra em razoável estado até a sede do PNSG. Ali chegamos por volta de 17h30 e, com autorização previamente dada, montamos acampamento junto às instalações do parque, restritas a uma casinha e um velho galpão de madeira que outrora conheceu tempos melhores. É de conhecimento geral a falta de alocação de verbas para o parque e a inexistência de infra-estrutura adequada impede, inclusive, a cobrança de ingresso em sua área.

Ao final da tarde houve tempo de fazer uma rápida incursão ao mirante maior do Cânion Fortaleza mas foi impossível chegar ao seu topo na cota 1.100 m. Ventos superiores a 80 Km/h desde o litoral me impediram de sequer continuar em pé na segunda metade da trilha, fazendo rolar sozinhas as pedras menores do caminho. Dei meia volta e tomei o rumo do acampamento, mas não sem antes tomar algumas últimas imagens da luz do dia...




Para fugir da eventual chuva e evitar a partida para o trekking já com equipamento molhado no dia seguinte, improvisei o dormitório no carro, nos fundos da camionete. Baixado o banco traseiro arrumamos espaço para estender os isolantes e os sacos de dormir, protegidos contra o frio de 5º C e o vento impiedoso, que apesar de rugir do lado de fora também prenunciava bom tempo para o dia seguinte.

Enquanto a equipe de gravação preparava os equipamentos de vídeo para o dia seguinte, no galpão caminhantes e equipe de apoio rapidamente se instalaram junto ao fogo. Como não poderia deixar de ser no sul do país, foi servido o clássico menu de acampamentos: estrogonofe de carne e, no mais tradicional estilo gaúcho, assado de carne sobre brasas de lenha em uma churrasqueira improvisada .

(Carregar baterias, conferir rádios, preparar os kits de alimentação...)

(... depois armazenar energia para a jornada do dia seguinte!)

2º DIA - Cânion Fortaleza/Cânion Malacara - Céu límpido e cristalino, temperatura de 7º C ao amanhecer. Perfeito para caminhar e captar imagens.

Pela manhã cedo fomos tomar algumas imagens do cânion antes de iniciar a caminhada. A chuva dos dias anteriores deixou a atmosfera transparente, livre de poeira e nebulosidade, premiando os que apostaram que o clima chuvoso melhoraria a tempo para a caminhada.

O Parque Nacional da Serra Geral - PNSG está situado na divisa dos Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. A rigor, se você sentar na borda de um cânion com as pernas para dentro do mesmo, estará com o tronco no RS e o resto em Santa Catarina...

A unidade foi criada em 1992 e é limítrofe ao Parque Nacional de Aparados da Serra, de 1959, constituindo um ecossistema de rara beleza e importante área de biodiversidade destinada a fins científicos, culturais e recreativos. É administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).


A beleza cênica desde a borda dos cânions é impressionante. Dali vislumbra-se o relevo sul catarinense serra abaixo, acentuado com montanhas e vales profundos que recortam a borda do planalto. O lado gaúcho, por cima do planalto, é caracterizado por coxilhas suaves e vales rasos que, sem qualquer transição, dão lugar à paredões verticais de rochas basálticas.

Estas escarpas, em alguns casos com mais de 700 metros, apesar de já terem sido objeto de tentativas de escalada no passado, não constituem ambiente seguro para esta atividade pois, não só são formados por "basalto podre" conforme a gíria técnica, mas também estão classificados como zona intangível (intocável) pelo Plano de Manejo do parque diante da ocorrência de pássaros que ali nidificam e de espécies de flora endêmica.

(Vista oeste para leste do Cânion Fortaleza. Nota-se a ocorrência de cobertura da Floresta Ombrófila Densa com as Formações Submontana e Montana que servem de abrigo para inúmeras espécies raras, endêmicas e ameaçadas de extinção)

(A equipe a postos para a caminhada: José Brambilla, Ayr Müller, João Paulo Lucena, Ana Karina Belegantt, Léo Sassen, Ângelo Daudt e Neyton "Montanha" Reis. Foto: visitante anônimo)
Imagens feitas, iniciamos a caminhada às 10h30 rumo ao Cânion do Churriado, a uma distância de 5,5 Km, por um caminho direto tracejado pelo Ayr Müller seguindo cristas de coxilhas, evitando-se assim riachos, charcos e turfeiras alagadas, muito comuns nesta região de campos de altitude.
(Os rios no PNSG possuem águas límpidas e transparentes, com ótimas características físico-químicas e bacteriológicas. Pela constituição do solo e degradação vegetal apresentam índice ácido de PH. Para caminhadas de mais de um dia costumo levar comigo algum comprimido antiácido a fim de neutralizar possíveis efeitos da água no sistema digestivo.)  

(Ana Karina Belegantt, Ayr Muller e Ângelo Daudt)
Em busca de imagens fotográficas e já com o caminho previamente demarcado no GPS, em determinado momento me desmembrei do grupo e optei por uma antiga estrada que bordejava os cânions, repleta de mirantes cênicos, para me reagrupar com a turma no ponto de encontro no vértice do Cânion Churriado.

Com uma altitude média de 950 metros ao nível do planalto, nos dias claros pode-se divisar o Oceano Atlântico desde as bordas dos desfiladeiros, bem como diversas cidades próximas da costa, como Praia Grande (SC) e Torres (RS).

(À esquerda da imagem acima vê-se resquícios parciais da antiga estrada que ligava o Cânion Fortaleza ao Malacara. A recuperação do ambiente no solo pobre e turfoso é tão lenta que nem o passar de décadas em desuso fez desaparecer as marcas de ocupação dos antigos habitantes)
Formado a partir de intensas atividades vulcânicas havidas há milhões de anos, sucessivos derrames de lava originam o Planalto Sulbrasileiro, coberto por campos limpos, matas de araucárias e inúmeras nascentes de rios cristalinos, frutos do intenso índice pluviométrico na região.

Ao leste, este imenso platô é subitamente interrompido por abismos verticais que levam à região litorânea, daí originando-se o nome de Aparados da Serra.

Em termos geológicos destacam-se as Formações Serra Geral e Botucatu. A primeira, constituída por uma sucessão de derramentos de lava é facilmente identificada pelos perfis horizontais nas encostas (escarpas) dos cânions como se vê claramente na foto abaixo, retratando a face sul do Cânion Churriado. Já a Formação Botucatu aflora principalmente no sopé da escarpa do planalto, abaixo da Formação Serra Geral.

(Face sul do Cânion Churriado. As linhas horizontais, muitas delas evidenciadas pela vegetação, constituem as separações entre os diferentes derrames de lava da Formação Serra Geral)
Em alguns pontos, decorrentes de escorregamentos, falhas naturais da rocha e processos de erosão, encontram-se grandiosos cânions, desfiladeiros e ravinas, dentre eles alguns pelos quais passamos durante a caminhada: o Fortaleza, o Churriado e o Malacara, testemunhos impávidos da evolução geológica da paisagem nos últimos 300 mil anos. 


(Nas duas imagens acima a vista para o litoral a partir do vértice do Cânion Churriado)
A partir do Cânion Churriado retomamos caminho por mais 5 Km até o Cânion Malacara onde, entre paradas para gravações e entrevistas, nos reunimos em torno das 18h00 com a equipe de apoio que já nos esperava para o segundo acampamento, após 10 horas de caminhada desde a partida do Fortaleza.

(Orientando-se no terreno)
Um caminhante experiente e bem orientado no terreno talvez levasse metade deste tempo para fazer o percurso. No nosso caso, entretanto, as prioridades eram as gravações para o Adrenalina e por este motivo as paradas foram bem mais frequentes e demoradas.

Para um trekking nos Aparados da Serra algumas RECOMENDAÇÕES IMPORTANTES devem ser observadas:

- se realizado dentro dos Parques Nacionais de Aparados da Serra e Serra Geral, atentar para a proibição de pernoites e o horário de funcionamento das unidades: das 9h00 às 17h00.

- independente da época do ano, levar proteção para frio e chuva;

- as comunicações por celular são possíveis parcialmente, dependendo da operadora de telefonia, perto da borda dos cânions e a partir do contato com antenas localizadas no litoral. Torres, por exemplo, está a cerca de 40 quilômetros em linha reta do mirante principal do Cânion Fortaleza;

(Perneiras by Montanha)
- as turfeiras e banhados são constantes e exercem importante papel como reservatórios de água e reguladores de vazão da chuva. O pasto úmido e os charcos, muitas vezes ocupando grandes extensões de campo, molham os pés, a roupa e fazem escorrer a umidade para dentro dos calçados. Recomenda-se uso de botinas de trekking de cano médio e alto, resistentes à água e, preferencialente, acompanhados do uso de polainas ou perneiras com as da foto ao lado. Apesar de nunca ter me deparado com algum nesta região dos parques, as perneiras também protegem contra a picada de ofídios peçonhentos como a jararaca e a cascavel;

- o clima é de montanha e grandes alterações podem ocorrer em poucas horas. Além da chuva e do frio, um dos grandes perigos é o surgimento de neblina espessa, localmente chamada de "viração". Não perca o rumo, leve mapa e instrumentos de orientação como bússola e GPS e, por certo, esteja familiarizado com o uso dos mesmos;

- se por acaso você se perder na neblina, não ande a esmo. Espere o tempo melhorar antes de retomar a caminhada pois próximas à borda dos cânions existem fendas disfarçadas pelo capim, pedras escorregadias e muito musgo e líquens. Todavia, saiba que a viração poderá durar até o dia seguinte;

- leve sempre alimento e prepare-se para a eventualidade do passeio durar mais do que previsto. Uma manta térmica de emergência, facilmente encontrada em lojas de equipamentos outdoor, é sempre uma boa pedida;

- os recursos hídricos encontrados dentro do PNSG apresentam boas características de transparência e potabilidade, sem poluição aparente. Procure água corrente se precisar fazer uso desta alternativa;

- não é permitido fazer fogo dentro da área do parque mas, em uma situação de real e extrema de emergência, isto poderá salvar a sua vida. Portanto, tenha sempre fósforo ou isqueiro com você.

(Vista para a escarpa norte do Cânion Churriado após à faixa de Mata Nebular)
Em muitos pontos do parque encontram-se turfeiras em meio ao campo, em geral junto às baixadas úmidas do planalto, na foto abaixo identificada pela faixa de coloração verde-escura do pasto.


Nas turfeiras são comuns espécies de flora como o gravatá, sendo compostas por densos colchões de líquens como o Sphagnum spp. São formadas pelo acúmulo de matéria orgânica e apresentam, além da importância hidrológica e hidrogeológica, comunidades bióticas ímpares e com grande potencial para a pesquisa científica. A dificuldade de atravessar uma destas caminhando é grande e a probabilidade de molhar os pés é maior ainda. Se o tempo não estiver muito seco a melhor alternativa é sempre dar a volta, mesmo que o caminho fique mais longo.

Junto ao vértice do Cânion Malacara, ao pôr-do-sol e por trás de uma revoada de andorinhas, a vista da praia de Torres, 40 Km adiante, lembrava pratos de peixe e camarões enquanto nos preparávamos para o pernoite em acampamento cuja temperatura chegaria a próxima a 0 ºC durante a madrugada...

(Praia de Torres/RS vista desde o vértice do Cânion Malacara, a 40 Km de distância. Foto captada com lente Canon em zoom de 300 mm)

(Uma equipe de gente esfomeada esperava o jantar na noite em que a temperatura se aproximou de 0º C durante a madrugada...)

3º DIA - Cânion Malacara/Praia Grande - A programação prevista era de novas entrevistas e gravações pela manhã. Depois desmontar acampamento e despachar os equipos mais pesados a cavalo junto com a equipe de apoio até a Fazenda Malacara, distante mais 5 Km por trilha através do campo e capões de araucárias. Enquanto isto seguiríamos a caminhada até o final originalmente previsto, no vértice do Cânion Itaimbezinho. 

Na região dos Campos de Cima da Serra os melhores locais para acampamento são os capões de araucárias, mais ao interior do planalto e, próximo à borda dos cânions, junto à mata nebular onde se encontra proteção contra o vento e sombra nos dias de calor. Esta última trata-se de vegetação frágil e todos os mandamentos de mínimo impacto devem ser observados: nada de fogo, corte de plantas ou coleta de espécimes.


A "Matinha Nebular" é muito típica deste ecossistema e ocorre ao longo das bordas do planalto e nas encostas abruptas da Serra Geral. É também denominada de Floresta Nebular dos Aparados da Serra, característica de regiões de altitude e solos rasos, apresentando estrutura baixa com árvores tortuosas, freqüentemente cobertas de musgos e epífitas.

Não é difícil de encontrar-se ali a pequena orquídea Sophronites coccinae, típica da Mata Atlântica e indicadora de condições ambientais equilibradas e pouco impacto humano.

Em barraca costumo acampar junto ao perímetro da mata nebular, onde a sombra não deixa crescer muito o pasto e constitui ótimo abrigo contra os ventos da região. Quando a opção é um pernoite mais minimalista, com pouco equipamento, costumo utilizar a rede de selva, sendo então fundamental escolher um capão de mata para suporte das cordas.

(Acampamento junto à Mata Nebular e próximo ao vertice do Cânion Malacara)
Coexistem ainda na área a Floresta de Araucária, Campos e a Floresta Pluvial Atlântica, assim como as zonas de transição entre elas. Na Floresta de Araucária destaca-se: o pinheiro-do-paraná, a aroeira, o carvalho, a caúna e o pinheirinho-bravo. Nos Campos predominam as gramíneas. Na Floresta Pluvial Atlântica encontram-se várias espécies como: a maria-mole, o ipê e a cangerana.

Tecnicamente os ecossistemas identificados dentro do PNSG são: Mata Atlântica, Floresta Ombrófila Mista, Florestas Ombrófila Mista Densa Montana e Submontana, Floresta Nebular, Campos Secos, Campos Turfosos, Campos Rupestres e Vegetação Rupícola.

O interior dos cânions, que sem qualquer transição adentram o planalto rasgando os campos de altitude, é recoberto de mata pluvial tropical de folhas perenes, a qual originalmente ocupava toda a encosta da Serra Geral.

(Nas imagens acima com vista para a escarpa sul do Malacara vêm-se alguns dos vários ecossistemas encontrados no PNSG: Mata Nebular e Campos de Altitude no planalto, Mata Atlântica no seu interior)

Após despachada a equipe de apoio rumo à Fazenda Malacara com o suporte de cavalos para transporte do material logístico, já passado o meio-dia o clima começou a mudar, sinalizando a chegada de chuva e de densa neblina, a bem conhecida "viração". Decidiu-se então abortar o trecho de caminhada até o Itaimbezinho uma vez que não seria possível gravar imagens sem a luz necessária. O trecho foi substituído por um trekking ao longo da borda sul do Cânion Malacara.

(A equipe de apoio apronta os cavalos para o retorno do equipamento pesado)


Durante a caminhada aproveitei para experimentar um equipamento fornecido pela Mormaii: um carregador de baterias solar chamado Eco-Charger. Trata-se de um pequeno estojo de neoprene que se desdobra em dois painéis de células fotovoltaicas com capacidade de saída total de 5V e 500 mA, o suficiente para recarregar pequenos aparelhos eletrônicos como celulares e MP3/4. Conectei-o a um IPhone mas pouco após o tempo nublou completamente, postergando o meu teste para a próxima aventura.

(Carregador solar Eco-Charge da Mormaii)

(Deixando o acampamento 2...)

(...rumo à belíssima borda sul do Cânion Malacara...)

(...enquanto no horizonte já apontava a "viração".)
Também encontra-se neste ambiente úmido e rochoso a Gunnera manicata, espécie vegetal com folhas enormes, apelidadas de "comida de dinossauro" por possuírem até 1,5 metro de diâmetro. Além dos Aparados da Serra, é encontrada somente nas florestas andinas, especialmente ao sul do Chile e na longínqua ilha Juan Fernandez no Oceano Pacífico.

(Mata Nebular de Altitude sobre a face sul do Cânion Malacara)

(Gunnera manicata fotografada jundo ao vértice do Cânion Churriado)
Nos cânions as escarpas e encostas de basalto apresentam uma coloração de tons amarelados, resultantes dos liquens e da vegetação de ervas e pequenos arbustos que alternam-se com a rocha nua, com grande incidência de gravatás e bromélias.


(Vista para a face norte do Malacara, destacando-se nas escarpas as linhas horizontais demarcadoras dos derrames basálticos)
Como previsto, no meio da tarde o céu límpido e cristalino foi substituído por nuvens enferruscadas e uma cada vez mais densa neblina que passou a impedir a visão a mais de 10 metros de distância. A falta de visibilidade e luz deu por encerrada a captação de imagens e a partir deste momento decidimos seguir diretamente para a Fazenda Malacara, ponto de reencontro com a equipe de apoio.


(Foto: Ana Karina Belegantt)
Mais 6 quilômetros de caminhada em meio à névoa nos esperavam antes de chegarmos, já noite, junto à portaria principal do Parque Nacional de Aparados da Serra (Itaimbezinho). Ali nos dividimos: uma parte da equipe desceu a Serra do Faxinal no 4x4 disponibilizado pelo Refugio Pedra Afiada até a cidade de Praia Grande/SC, enquanto a outra voltou em automóvel ao ponto de partida no Cânion Fortaleza, distante 40 quilômetros, para buscar os jipes que lá ficaram quando do início do trekking.


(A neblina vai tomando conta, resultante das correntes térmicas que ascendem do litoral por dentro dos cânions e se condensa no encontro com o ar frio do planalto, a 1000 metros de altitude)

(Em pontos do caminho não há trilhas demarcadas, o que torna bastante fácil perder-se em meio à viração)

(Rumo à Fazenda Malacara)
4º DIA - Praia Grande/Porto Alegre - Em Praia Grande/SC, quase ao nível do mar e já em clima litorâneo veio o tempo para descanso, manutenção do equipamento e complemento das imagens. Também a hora de rever os amigos Ana e Jean no Refúgio Pedra Afiada.

(Quando o cansaço é muito para armar a barraca, até a traseira da camionete já serve para esticar os ossos...)

(Sítio do Léo e do Luca à margem do Rio Malacara, ponto de apoio de várias expedições aos cânions)

(Com os amigos Jean e Ana, do Refúgio Pedra Afiada)

(Claro que não poderia faltar o churrasco de confraternização ao final da caminhada...)

Fica aqui para vocês o relato de mais uma belíssima incursão aos Aparados da Serra.

Como despedida, três visões do Rio Malacara junto à saída do cânion do mesmo nome, onde estávamos até poucas horas antes, exatamente 1000 metros acima e 25 ºC a menos (!), em plenas alturas do Parque Nacional da Serra Geral.


 


IMAGENS: Todas as fotografias desta postagem foram captadas em uma Canon EOS-1D Mk II e lentes Canon 17-40 mm e 100-300 mm. À exceção daquelas com indicação de crédito específico, todas são de minha autoria. Direitos reservados. Proibida reprodução desautorizada.

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18/05/2009 - Canionismo: Aparados da Serra, de Pai para Filho (Ou: Acampando com crianças!)

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PROGRAMA ADRENALINA - EPISÓDIO "TREKKING PELOS CÂNIONS - O episódio do Programa Adrenalina sobre este trekking no Parque Nacional da Serra Geral estreou no dia 10/11/2010 no Canal Futura. Confira abaixo o release e o episódio na íntegra!