segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Paraquedismo: Adrenalina nos céus de Novo Hamburgo

Vôo duplo de paraquedas no Centro Gaúcho de Pára-Quedismo, em Novo Hamburgo/RS
No final de semana dos dias 9 e 10 de setembro estive acompanhando as gravações da 6ª Temporada do Programa Adrenalina no Centro Gaúcho de Pára-Quedismo, em Novo Hamburgo/RS.

Novo Hamburgo/RS
Fonte: Wikipedia
Na ocasião foram feitos saltos livres e, do ponto de vista do fotógrafo, não foi um esporte fácil de capturar nas lentes de uma câmera uma vez que a maior parte da ação - a queda livre - ocorre em altíssima velocidade e fora do campo de visão dos observadores em terra, ainda que munidos de potentes equipamentos óticos.

Diferente do que se possa imaginar e conforme depoimento que ouvi, os paraquedistas concentram toda a emoção do seu esporte nos poucos segundos da queda livre e não propriamente naquilo que o público enxerga de terra, o planeio do paraquedas em si. Mesmo porque o próprio nome da atividade - paraquedismo - nos induz a pensar justamente na ação e no equipamento que interrompem a queda livre e não ao contrário.

Em outras palavras, por puro desconhecimento da atividade, até então eu pensava que o salto era apenas o meio para se chegar ao principal - o planeio desde as grandes altitudes até o solo, e não o contrário.


A não ser que o salto tenha como objetivo atingir um alvo específico ou realizar determinada formação em conjunto com outros praticantes,  o paraquedas depois de aberto serve somente para conduzir o praticante o mais rapidamente no solo para, se possível, embarcar outra vez no avião para o salto seguinte.

Confesso que para mim foi uma surpresa aprender isto. Afinal, já acompanhei eventos de paraglider onde todo o prazer e a emoção estão justamente concentrados naquilo que os paraquedistas gostariam que terminasse o mais rápido possível, o planeio até o solo.

Para os paraquedistas o equipamento é apenas um meio de chegar o mais rapidamente possível ao solo... 
... enquanto que para os praticantes de paraglider o desafio e o prazer estão em manter-se o mais tempo possível no ar. Paraglider no Ninho das Águias - Nova Petrópolis/RS
Mas a principal descoberta foi saber que justamente em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, está a principal centro do país para formação de paraquedistas, superando inclusive locais onde a beleza cênica das áreas de salto superam em muito esta cidade gaúcha, como, por exemplo, no Rio de Janeiro.

Segundo o site do CGP - Centro Gaúcho de Pára-Quedismo, a entidade é um clube fundado em 2005, focado no paraquedismo esportivo, desde a formação de novos alunos, aperfeiçoamento de atletas, saltos de instrução avançada, saltos de demonstração e saltos duplos e, atualmente, pelo segundo ano consecutivo, o CGP mantem-se como o maior clube de paraquedismo no Brasil.

Mas bem, voltando as aspectos fotográficos da minha experiência em Novo Hamburgo, e este é o objetivo desta postagem, não foi mole capturar algumas imagens representativas da atividade.

Isto porque não pude acompanhar um dos vôos de 20 minutos cada e que levavam os praticantes até os 6 mil pés e, tampouco, sou paraquedista, o que me permitiria fazer imagens em queda livre.

Restrito ao plano do solo e considerando a rápida velocidade com que os paraquedistas chegam ao chão, escolhi por me posicionar bem e utilizar uma tele-zoom 100-400 mm, valendo-me de alta velocidade de abertura (1/800 a 1/1000) e de disparo (10 fps) uma vez que a luz era abundante no ensolarado final de semana.

Uma grande angular seria a melhor pedida se fosse possível estar bem próximo e ainda adivinhar onde os paraquedistas iriam atingir o chão. Mas não era o caso.

Enfim, ainda que não pudesse acompanhar as verdadeiras emoções que somente os iniciados podem curtir no plano das nuvens e muitíssimo além da visão humana, com certeza estes dois dias renderam belas imagens dos atletas, das atividades de solo e da animada e muito unida tribo dos membros do Centro Gaúcho de Pára-Quedismo de Novo Hamburgo.

Vejam aí!

A dobradura dos paraquedas é um trabalho duro e que exige muita concentraçãoe responsabilidade.






Ana Karina Belegantt, paraquedista e apresentadora do Adrenalina


Preparando-se para o primeiro salto duplo...

A expressão diz tudo...

... e a alegria do desafio vencido também!









Estranha e excêntrica figura costuma circular pela área de salto de Novo Hamburgo,  atraindo  adultos e crianças e contando histórias de cangaceiros...







Luca Silveira, câmera do Programa Adrenalina e seus dois assistentes...






Final de expediente para a equipe do Adrenalina!

O episódio do Programa Adrenalina sobre paraquedismo estréia nesta quarta-feira, às 21h00, no Canal Futura (Sky 8 e Net 32), sendo reprisado no domingo às 4h30 e 17h30 e na segunda-feira às 20h00.

Confira abaixo os clips do episódio e do seu making-off! 







COMENTÁRIOS FOTOGRÁFICOS: Utilizei equipamento Canon EOS-1D e kit de lentes da mesma marca, especialmente a tele-zoom 100-400. Todas as fotos de João Paulo Lucena.

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