domingo, 9 de janeiro de 2011

Argentina/Montanhismo: Autoridades poderão deixar andinista brasileiro na montanha


Fonte: Folha Press

Segundo notícias veiculadas pela Folha de São Paulo, ainda não há um plano para resgatar Bernardo Collares, mas os trabalhos devem ser realizados pelo comissão de auxílio de El Chaltén, formada por médicos e escaladores locais especializados em buscas.

De acordo com a coordenadora das operações de resgate, a médica Carolina Codó, 41, nunca houve um resgate em um ponto tão alto do monte Fitz Roy e Bernardo estaria a menos de 300 metros do pico a 3.404 m.

Conforme Codó o resgate seria por meio terrestre para descer o corpo em uma maca ou bolsa, pois a Argentina não possui helicópteros e pilotos preparados para resgates aéreos dessa complexidade, como há na Europa e no Canadá.

Fonte: Alta Montanha

No Brasil o Ministério das Relações Exteriores afirmou que está em contato com a família e com o Consulado Geral em Buenos Aires e uma equipe da representação já tratou com a Polícia Federal argentina sobre o resgate, mas ainda não houve definição.

Em 2010, a comissão de auxílio resgatou cerca de dez alpinistas com vida nas montanhas da região e buscou três corpos.

A Folha de São Paulo também divulgou hoje a notícia de que as autoridades argentinas teriam decidido ontem, após reunião com uma comissão de resgate, por deixar o escalador Bernardo Collares no topo do monte Fitz Roy, o que teria tido a concordância dos parentes do brasileiro que foram até a região.

Informa a Folha que especialistas consideram que não há chances de Bernardo ter sobrevivido ao acidente que sofreu na segunda-feira.

"Ir a pé é muito arriscado e não temos um helicóptero preparado. Quando tivermos uma trégua climática, é possível que escalemos para fotografar o corpo, para que a família o veja e saiba o lugar onde está", afirmou Cadó.
Fonte: Folha de São Paulo
A médica disse que o resgate do montanhista seria o mais difícil já feito na região e fez referência à falta de comunicação imediata do acidente às autoridades, o que ainda não foi esclarecido no caso:
"Para mim é impossível que ele esteja vivo. É muito difícil sobreviver à primeira noite e, à segunda, impossível. Por isso não subimos quando a colega dele chegou aqui. Se soubéssemos do acidente antes, havia possibilidades de salvá-lo e teríamos escalado.
Isso seria possível caso os brasileiros tivessem um rádio ou telefone satelital, usados por alguns escaladores."
Fonte: Folha de São Paulo
Capri base camp - Fitz Roy
Fonte: Southern Explorations
ALGUMAS NOTÍCIAS NA IMPRENSA:


- Folha de São Paulo - Parentes de alpinista brasileiro chegam à Argentina para acompanhar possível resgate

- Folha de São Paulo - Resgate de alpinista brasileiro será o mais difícil

- Folha de São Paulo - Argentina decide deixar alpinista em montanha

- EBand - Autoridades tentam convencer família do alpinista brasileiro a desistir das buscas na Patagônia

- La Opinión Austral - El rescate del cuerpo del escalador “está en manos” de la Justicia Federal


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